Este blog é para atualizar minhas "garrafas ao mar" lançadas no oceano plástico das artes visuais contemporâneas ou não...

domingo, 9 de julho de 2017

Catálogo Exposição A PELE

A capa do catálogo, não me lembro de ter sido convidado nos últimos anos para alguma coletiva que ainda me entregasse ao final três catálogos com fotos do meu trabalho e referências. Perfeito.

Catálogo Exposição A PELE de Albertina Prates

A arvore que dá Frutos - instalação de Albertina Prates - diz tudo.

A floresta com curadoria de Albertina

L. C. tree, Tecnica mista, desenho e pintura - faltou dizer sobre madeira - a pele da minha árvore.






Melhor apreciado aqui: Catálogo Exposição A PELE de Albertina Prates

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Neno Brazil no Acervo do MASC.

Tenho duas obras no acervo do Museu de Arte de Santa Catarina, a primeira foi para o acervo em 1980 quando eu fui premiado no Salão da UDESC daquele ano e o prêmio era de aquisição pela Fundação Catarinense de Cultura.

O Jantar - Lápis de côr e grafite, desenho 30x40cm 

A segunda, tem uma história mais complexa, não é propriamente a obra que está no acervo.
Trata-se de uma serigrafia que fiz como uma provocação ao propor a instalação HABITAT ao 1° Salão Victor Meirelles em 1993.
Na impossibilidade de "montar" a proposta para primeira apreciação do juri, fiz um projeto esquemático e uma serigrafia onde escrevi: Vã tentativa de visualizar a obra antes de instalada.
Acabei ganhando um prêmio especial, que foi dividido com o primeiro prêmio que ficou com o Rubens Ostroen. O primeiro prêmio era dinheiro e uma viagem, dividiram, criaram um prêmio especial e me deram a viagem...
Me lembro que a Doraci Girulat achava que eu ia ganhar o primeiro prêmio e me honrou com a torcida para um ex-breve-aluno.
S/Título - Serigrafia tosca, colagem com xerox (pedra) e desenho (barco) 40x30cm
E como este prêmio também era de aquisição e a minha obra era composta de 200 quilos de lama fresca do mangue, uma centena de juncos secos tingidos e a pintura dos painéis do museu, não havia muita materialidade para guardar no acervo e acabou ficando esta serigrafia e algumas fotos como registro deste prêmio no acervo do MASC.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Desdobramentos do conceito LIXOPLANCTON

A mais nova "garrafa"é a Circulando em outras dimensões no SP Estampa no Memorial da América Latina  e no Festival de Arte das Américas 2011 em Corumbá.


Sobre o conceito LIXOPLANCTON:
Existem no estudo dos oceanos um elemento chamado plancton ele se subdivide em zooplancton e fitoplancton conforme sua natureza biológica é mais animal ou mais vegetal, agora após décadas de brinquedos, utensílios domésticos e industriais indo parar descartados indevidamente no mar surgiu o LIXOPLANCTON. Que conciste em milhares de fragmentos minúsculos de diversos tipos de plásticos que são confundidos pela fauna marinha com seu alimento e acabam entrando na nossa cadeia alimentar através do nosso sanduíche de atum...






O projeto Circulando em Outras Dimensões acabou de participar, durante os dia 27/04 e 05/05, do
8º Festival de Artes da América Latina em Corumbá MT.

No mês de maio participará do SP Estampa 2011:

11/05 - 10H00 - Intervenção na Antiga Ponte de ferro em Boituva.


11/05 - 14h00 - Intervenção na fachada e rampa de acesso da AMART em Tatuí.


12/5 -14h00 - Intervenção na ponte do lago do Parque do Ibirapuera em São Paulo.


13 e 14/05 - 14h00 - Intervenção na passarela do Memorial da América Latina. Está instalação permanecerá por uma semana como parte dos eventos da Semana Nacional dos Museus.



Lá estão circulando imagens que fiz a partir do objeto Delphinus plasticus e outras imagens manipuladas e processadas digitalmente:

Delphinus lisergicus 2011

Delphinus migratorius 2011

Delphinus oniricus 2011

Expo na Galeria Luciano Martins

Um projeto da Myrine Vlavianos para o Instituto Lagoa Social.



Uma das exposições coletivas contava com obras de Ivan de Sá, Juliana Hoffman, Dirce Korbs, Suzana Bianchini, Carlos Locatelli e também duas minhas.
Como era desde o começo do projeto para fazer obras pequenas "de parede" eu que já andava pesquisando as derivas plásticas ou não, derivei então para o conceito do lixoplancton.
Faz uma década comecei a rabiscar esboços de nossas ilhas num projeto pessoal de voltar ao desenho, juntei isso ao momento de preocupação com os mares do planeta e deu nos pastéis de lixoplancton:

Badejo - desenho à pastel, areia e lixoplancton. (Ilha do Badejo vista da praia do Santinho 2010

Mata-fome (ou A Novidade) desenho à pastel, areia e lixoplancton. (Ilha do Mata-fome vista da praia dos Ingleses.) 2010


Lixoplancton a deriva - desenho à pastel, colagem, areia e lixoplancton.
(este não participou da mostra por falta de espaço) 2011

Mais daí pintou um crânio e uma cadeira...

Objeto: Delphinus plasticus 2011
Pensei em propor o objeto em frente das obras de parede, mas a curadoria foi desaconselhada pela administração da galeria devido a utilização simultânea do espaço como lounge do NOMURO Sushi, o que concordei pensando na possibilidade de alguém sentar na cadeira...

Primeiro recolhi um crânio, depois uma cadeira plástica, isso  enquanto preparava pastéis com lixoplancton  para expor na galeria. Então retomei a leitura de um regalo que me deu um gaucho de Esquel ...
E acabei recolhendo outro cráneo pelos olhos do Perito:



"Un dia que el tiempo convidava a recorrer la costa . Me dirigi a pie orrillando los médanos hasta el promontório del norte, con la intención de colecionar los despojos del mar. Obtuve buen resultado: recogi primeiramente un cráneo de Delphinus microps que la corriente hacia arrastado envuelto en un sudário de hermosas plantas marinas."


Francisco P. Moreno
dito Perito Moreno
(Viaje a la Patagonia Austral fls 82)



quarta-feira, 20 de abril de 2011

Paint a future

A artista Hetty Van der Linden me deu uma tela para participar do Paint-a-future 2009...
E então...

Cartão sobre o trabalho

A Hetty criou um programa, ou melhor, uma ação que resolve a sua maneira os problemas de muitas crianças carentes.
Ela vai até as crianças de comunidades vulneráveis e carentes, leva lápis, pincel, tintas e papéis, então ela pede para estas crianças que elas pintem seus sonhos.
Depois ela dá estes sonhos/desenhos para artistas convidados se inspirarem em telas que ela expõe, vende e com a verba volta as comunidades e realiza sonhos como bicicletas, tratamentos dentários, remédios, computadores etc...

Rabiola pintura, colagem, etc... 2009

A mim coube o sonho do Leildo que me agradou por ser uma pipa símbolo leve e com acento ingênuo.
Mas depois a Hetty me contou o verdadeiro caso por trás da simples pandorga do garoto, a doença grave de um irmão mais velho...  
Agradeço a Hetty pela sua iniciativa e por me deixar participar deste gesto.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Exposição AAPLASC homenagem a Max Moura

Matéria do DAC da UFSC (trechos):
"Foto: O artista homenageado com uma obra sua: fotografia com intervenção no negativo

Galeria de Arte da UFSC mostra Exposição Coletiva da AAPLASC - Homenagem a Max Moura
Comemorações dos 15 anos da associação e dos 20 anos da galeria.
A exposição presta homenagem ao artista Max Moura, falecido recentemente.
Abertura dia 25/08, terça-feira, às 19h. Visitação até 25 de setembro. Gratuito e aberto á comunidade.
A exposição é também uma homenagem ao artista plástico catarinense Max Moura, falecido recentemente, e que também foi um dos presidentes da AAPLASC. Nessa mostra, ele terá um espaço especial na galeria, onde algumas de suas obras serão apresentadas ao público. As obras escolhidas para essa homenagem, provenientes de alguns acervos locais, têm a curadoria de Neno Brazil.



Segue a lista de associados, em que a maioria dispensaria apresentações, por serem já conhecidos da mídia e do público.

Ane Kronbauer, Beta Monfroni, Betânia Silveira, Bebeto, Carlos Alberto Franzoi, Cesar Silveira, Cesar Otacílio, Cristina Galloti, Charles Narloch, César Campos Júnior, Cassia Aresta, Clara Fernandes, Cléa Espíndola, Cleidi Albuquerque, Daniela Souto, Doraci Girrulat, Dirce Korbes, Eliane Prudêncio, Edson Machado, Elenite Peruzzo, Fernando Lindote, Flavia Fernandes, Giovana Zimermann, Gill Konell, Guido Hauer, Henrique Schucman, Hugo Mund, Içara Andrezza, Idésio Leal, Isabela Sielski, Ivan de Sá, Jandira Lorenz, Jayro Schmidt, Janga, José Kinceler, Julia Iguti, Juliana Wosgraus, Juliana Hoffmann, Jussara Guimarães, Kátia Lisboa, Lela Martorano, Leatrice Hoffmann, Lena Peixer, Linda Poll, Loro Lima, Lú Pires, Lygia Roussenq Neves, Luiz Canabarro, Marcos Ruck, Marta Martins, Mauricio Muniz, Neno Brazil, Neri Andrade, Onor Filomeno, Patricia Amante, Paulo Cecconi, Paulo Gaiad, Paulo Greuel, Pitta Camargo, Rafael Rodrigues, Renato Ribas, Rodrigo de Haro, Ronaldo Linhares, Rubens Ostroem, Rui Kronbauer, Sandra Fávero, Rosana Bortolin, Saulo Pereira, Semy Braga, Silvio Pléticos, Susana Simon, Sonia de Oliveira e Silva, Suely Beduschi, Tercio da Gama,Tiago Silva, Valdir Agostinho, Vera Sabino"


Eu participei com a obra "Pequena Transmigração" (abaixo em montagem no MASC em 2006)


sábado, 12 de maio de 2007

"Cais -uma pintura " 1987 - 2007 Pretexto - "pintura"


"Cais -uma pintura " 1987 - 2007,
montagem na exposição pretexto - pintura no MHSC em 2007, ao fundo obra de Camila Barbosa que conversa com Loro e o Lindote pegando a escada.
"Pretexto” – SESC – Curadoria Fernando Lindote – artistas: Adriana Santos, Antonio Vargas, Camila Barbosa, Letícia Cardoso, Loro, Neno Brazil, Patrícia Laus, Renata Patrão, Roberto Freitas, Rodrigo Cunha. De 25 de fevereiro a 23 de março de 2007.

"Cais -uma pintura " detalhe
Este trabalho surgiu como uma memória pictórica dos potes de cerâmica local expostos ao sol da baía sul ao lado do mercado. O contraste de côr daquela pilha laranja contra o fundo de matizes azuis do céu e da baía, complementares que são, me lembro que ficou marcado desde que fui levado pela mão ainda criança ao Mercado Público pela primeira vez. Devia ser um domingo e devia ter regata com vento norte.
Mais tarde vi os mesmos potes num quadro daquele vizinho artista que viveu em Paris - o Seu Martinho, não sei se foi na casa de alguém ou espiando ele pintar por cima do muro do pasto da Calicina.
Depois já frequentando o MASC ainda na Rio Branco, tornei a encontrar as telas do Seu Martinho com aquela mancha laranja com uns toques ocres e marrom formavam a pilha de cerâmica sobre pinceladas azuis fazendo o fundo - a baía sul...
Em 1997 submeti este trabalho ao salão Victor Meirelles e fui recusado:


Capa da proposta em 1997

A maneira de montar sem montar a instalação foi o uso do Photoshop para simular o volume no espaço do Museu de Arte de Santa Catarina.
Note que tem um número 722 na proposta, disseram na época que foram muitas propostas para o pouco tempo que o juri nacional ficou na ilha, o Renato Ribas até calculou, davam segundos...
Quando o Lindote me convidou para o pretexto "pintura" a princípio eu extranhei pois a pintura é usada em alguns tarbalhos meus, mas nunca foi o meu trabalho. Então propus montar, dez anos depois, o trabalho recusado que afinal sempre teve o sub-título de "uma pintura"...
Como os curadores aprovaram a idéia parti para realizar o projeto:


Maquete da Instalação e uma figura mais ou menos na escala...

Primeiros testes com a pilha em tamanho real...






A única Montagem no Museu Histórico de Santa Catarina 2007.